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domingo, 8 de junho de 2014

A Cidadela de Cascais





 A Cidadela de Cascais localiza-se na margem direita do rio Tejo e trata-se de um complexo fortificado que compreende o Forte de Nossa Senhora da Luz de Cascais, e a Torre de Santo António de Cascais.
O conjunto tinha a função de defesa daquele trecho da costa, acesso à capital, Lisboa.
Foi na baía de Cascais que o duque de Alba desembarcou, em 1580, para tomar posse de Portugal em nome de Filipe II de Espanha.
No contexto da Restauração da Independência, a praça-forte de Cascais passou a coordenar a linha de fortificações defensivas da margem direita do Tejo, como por exemplo o Forte de Crismina, o Forte de Nossa Senhora da Conceição e o Forte de Nossa Senhora da Guia, entre outros.
No contexto da Guerra Peninsular foi em Cascais que o general Jean-Andoche Junot se instalou. Aqui também assinou a sua rendição (1808).
Foi da Cidadela que partiu, em 1810, para a batalha do Buçaco, o Regimento de Infantaria de Cascais, sob a proteção de Santo António, cuja imagem ainda se encontra na Cidadela.
Foi na Cidadela que se inaugurou, a 28 de Setembro de 1878, a iluminação elétrica no país.
A Cidadela foi utilizada como residência real a partir de 1871, nela tendo falecido o rei D. Luís I. Foi em Cascais que a Família Real Portuguesa começou a ir à praia. A partir de então diversas famílias importantes começaram a estabelecer-se ali, erguendo os seus palácios, o que transformou a povoação numa comunidade cosmopolita.
Após a Implantação da República Portuguesa, o Palácio ficou dependente da Presidência da República, tendo sido utilizado sobretudo por Óscar Carmona que ali viveu quase todo o tempo em que foi Presidente da República.

 

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